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Pesquisa

Pesquisa revela que mais de 57% dos brasileiros relatam ter uma relação difícil ou tóxica com sua liderança

Levantamento divulgado pela EDC Group demonstra que 45% dos trabalhadores se sentem perseguidos por seus chefes

Por EDC Group | Publicado em 05/01/2024
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Cobranças em excesso, falta de apoio, dificuldades de gestão e pouca abertura para discutir problemas fazem parte da rotina de trabalho de mais de 57% dos brasileiros, que relatam ter uma relação difícil ou tóxica com seus gestores, conforme aponta a pesquisa da EDC Group, multinacional focada em consultoria e outsourcing de RH. A amostragem tem como principal objetivo mensurar o impacto de uma boa, ou ruim liderança na satisfação, saúde e desempenho dos colaboradores.

A influência que os líderes exercem no dia a dia dos trabalhadores transcende até mesmo a linha entre o trabalho e a vida pessoal. O estudo realizado pela The Workforce Institute revela que as atitudes das lideranças das companhias exercem impacto direto na saúde mental de 69% dos colaboradores. Ainda de acordo com o levantamento, o percentual de influência no bem-estar dos funcionários é o mesmo para parceiros e outras pessoas de convívio contínuo.  

Essa força que os altos cargos exercem diante de seus subordinados, de acordo com a amostragem da EDC Group, é ainda mais preocupante para pessoas entre 25 e 44 anos e em posições hierárquicas de assistente ou analista. Entre os principais problemas relatados pelos respondestes, está o excesso de controle.  Mais de 56% afirmam que seus chefes são controladores sempre ou frequentemente. Outros dados que expiram atenção, é que 63,80% dizem ter dificuldades de relacionamento com a liderança e outros 45,88% relatam se sentir perseguidos por seus gestores. 

‘’Nosso principal objetivo com a pesquisa é endossar o protagonismo que o papel de liderança exerce não somente para a cultura organizacional das empresas, mas, sobretudo, na vida dos indivíduos. Um gestor mal preparado pode gerar inúmeros prejuízos de produtividade, retenção e crescimento para a empresa. Porém, não podemos deixar de ressaltar os custos imensuráveis causados na saúde mental das equipes lideradas por esses chefes altamente despreparados’’, ressalta Daniel Campos Neto, CEO e founder da EDC Group. 

Um contraponto interessante da pesquisa é que desmembrando os dados, grande parte dos respondentes (37%) elenca a relação com a chefia enquanto difícil. Já o segundo maior número fica por conta das experiências tóxicas, 20% dos trabalhadores classificam seus gestores dessa forma. Em paralelo a isso, outros 19% dizem ter um relacionamento bom com seus líderes. A balança que tende a tornar a experiência dos brasileiros ruim no trabalho pende para o lado dos chefes difíceis. 

‘’Esse é um dado que chama muita atenção. Afinal, temos a maioria dos trabalhadores lidando com gestores que não chegam a ser tóxicos, mas que também não podem ser considerados bons, justamente pela dificuldade de lidar com esses profissionais. Devemos enxergar esse perfil de liderança enquanto um comportamento de transição para o tóxico que pode e deve ser revertido. Ao contrário dos chefes que já são considerados tóxicos, esses indivíduos ainda possuem uma margem maior de potencial de mudança’’, explica Daniel Campos Neto. 

No que diz respeito ao poder que uma liderança humanizada e assertiva, o levantamento demonstra que um bom relacionamento com o gestor é capaz de inclusive fazer com que os funcionários decidam continuar em uma empresa considerando principalmente esse fator. Mais de 36% dos respondentes decidiram continuar em um trabalho exclusivamente pela boa gestão de um líder. 

Entretanto, essa não é a realidade da maioria, já que 64,16% das pessoas pretendem trocar de emprego nos próximos 12 meses. Os principais propulsores da insatisfação são, em ordem, a necessidade de progressão de carreira, insatisfação com o salário atual, ambiente de trabalho tóxico e insatisfação com o chefe. 

Para mudar esse cenário é necessário que os gestores estejam abertos a críticas e feedbacks, dessa forma, é possível ajustar os comportamentos que endossam esse cenário. Entretanto, de acordo com os trabalhadores, mais de 28% dos chefes nunca estão dispostos a ouvir sugestões, diferença percentual considerável se comparado com os que são receptivos nesse aspecto (20%). 

‘’Os traços apontados enquanto difíceis ou tóxicos pelos colaboradores demonstram que essa é uma realidade que se retroalimenta. Como discutir mudanças com pessoas que não estão abertos ao diálogo? Por isso, é importante que a alta liderança seja selecionada cuidadosamente, a fim de garantir que esses profissionais sejam capazes de identificar esses comportamentos de risco e reportá-los em forma de feedback e treinamentos para esses gerentes. Evoluímos muito na forma como os líderes enxergam essa posição, mas a pesquisa demonstra que ainda temos um árduo caminho pela frente’’, finaliza Daniel Campos Neto, CEO da EDC Group. 

Metodologia 

A empresa ouviu 278 pessoas de todo o País para entender a forma como as pessoas se relacionam com seus líderes, trabalho e funções. O levantamento reuniu informações de recorte por idade, cargo e gênero e foi aberto e divulgado nas redes sociais da empresa e para os contatos da base de dados da EDC Group.


 

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EDC na mídia

Mais de 70% dos profissionais de TI já usam IA: de vilã com potencial de substituir colaboradores a uma eficiente assistente

Por Daniel Campos Neto

A Inteligência Artificial (IA) tem se consolidado como uma poderosa aliada no ambiente de trabalho. De acordo com a pesquisa da Freshworks realizada com 2.000 profissionais de TI, quase todos (95%) veem benefícios no uso da IA generativa no trabalho, já que com a ferramenta é possível liberar as equipes de tarefas repetitivas para se concentrarem em responsabilidades mais estratégicas.

Ainda de acordo com o levantamento, impressionantes 71% dos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) já estão utilizando IA em suas atividades laborais. Esse número expressivo revela não apenas a adoção crescente dessa tecnologia, mas também a sua relevância e impacto nos mais diversos setores e especialidades dentro do setor.

Áreas mais impactadas

Uma das áreas mais impactadas pela IA é o suporte técnico. A pesquisa aponta que 49% dos profissionais de TI utilizam a IA para otimizar e agilizar os processos de suporte, respondendo a dúvidas frequentes, identificando problemas e até mesmo realizando correções automatizadas. Isso não apenas aumenta a eficiência, mas também libera tempo para os profissionais se dedicarem a tarefas mais estratégicas e criativas.

Embora exista um grande temor sobre a substituição de colaboradores por ferramentas de aprendizado contínuo, desde o início da sua difusão entre o grande público, a IA tem desempenhado um papel de assistência. Ou seja, o profissional humano segue no centro das operações, coordenando os passos da inteligência.

Outro aspecto destacado é o uso da IA na segurança cibernética. Com 43% dos profissionais de TI utilizando a tecnologia, a IA mostra-se como uma aliada poderosa na detecção de padrões suspeitos, prevenção de ataques e até mesmo na identificação e correção de vulnerabilidades em tempo real. Em um cenário onde as ameaças digitais são cada vez mais sofisticadas e os profissionais de cibersegurança cada vez mais escassos, a IA se torna uma peça-chave na defesa das redes e sistemas.

Impacto no mercado

A inteligência generativa já está presente no desenvolvimento de software, com 39% dos profissionais utilizando a ferramenta para acelerar o processo de criação e teste de novas aplicações. Isso significa ciclos de desenvolvimento mais curtos, lançamentos mais rápidos no mercado e uma capacidade maior de inovação.

É importante ressaltar que a adoção da IA não significa a substituição dos profissionais de TI, mas sim uma mudança na forma como eles trabalham. A tecnologia vem para potencializar as habilidades humanas, automatizando tarefas repetitivas e garantindo suporte na tomada de decisões mais assertivas.

Investimento em treinamento e capacitação

No entanto, o cenário também traz desafios. Com a crescente complexidade da IA, é necessário um investimento contínuo em capacitação e atualização profissional. A habilidade de compreender, implementar e manter sistemas baseados em IA tende a se tornar uma competência cada vez mais valorizada no mercado de trabalho.

Assim como o domínio de algumas ferramentas já é intrínseco para o dia a dia da maioria das profissões, como o pacote office por exemplo, o domínio básico de IA também tende a se tornar uma habilidade exigida por empresas e recrutadores no futuro.

Além disso, é importante que as empresas compreendam o impacto dessa tecnologia em seus negócios, de forma que seja possível estabelecer métodos e treinamentos específicos para o uso dessas ferramentas no cotidiano dos colaboradores.

Diante desses dados, fica claro que a IA já é uma realidade no cotidiano dos profissionais de TI e, para os que acham que para as demais profissões o uso dessa ferramenta ainda está distante, já observamos uma forte aderência em distintas áreas, como por exemplo o uso da IA para a seleção de currículos no setor de RH, médicos que solicitam análises de exames para a inteligência, jornalistas que traduzem seus materiais em diversos idiomas, setores de marketing que automatizam o copywriting em suas campanhas e, em breve, essa aplicabilidade da tecnologia fará parte do dia a dia da maioria das profissões.

Para os que souberem aproveitar suas potencialidades, a IA representa não apenas uma ferramenta de trabalho, mas também uma oportunidade de se destacar em um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico.

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Trabalho, produtividade e saúde das mulheres

Confira o artigo da Danielle Ruiz que saiu na  Isso É Notícia e na Foco Cidade:

 

O ambiente de trabalho pode causar diversos impactos na produtividade e saúde de todas as pessoas, principalmente das mulheres que são afetadas por muitas questões dentro e fora das empresas. Mas será que as empresas estão atentas às perdas causadas por essa situação?

O mês de maio nos convida à reflexão voltada aos trabalhadores, principalmente das mulheres, já que segundo dados do IBGE, 43% da força de trabalho hoje é representada por elas. Desse total, 87% disseram se sentir sobrecarregadas e uma das causas é, justamente, a “maternidade”.

Portanto, investir em iniciativas que ofereçam apoio às mulheres no local de trabalho cria um ambiente mais favorável e acolhedor, uma vez que tanto empregados quanto empregadores obtêm benefícios reais. Além disso, empresas que desenvolvem programas e políticas de incentivo que permitam às mães conciliar vida profissional e pessoal, com espaço de amamentação, home office, jornada flexível e auxílio-creche, vêm se destacando sob todos os aspectos em “melhores empresas para se trabalhar”.
Nesse contexto, a ênfase do meu trabalho é mostrar aos colaboradores a importância de priorizar uma rotina de autocuidado, que inclua a prática regular de exercícios físicos, sono de qualidade, descanso, atividades de lazer e hobbies. Neste mês, aproveito para me direcionar às mulheres: como você, que é mãe, está planejando o seu dia, ou você tem funcionado apenas a partir de “urgências”?

Sabemos que alcançar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é um desafio, principalmente se não houver uma rede de apoio estruturada para garantir a divisão de tarefas, seja com o parceiro e pai dos filhos, familiares, amigos, vizinhos e ainda ajuda profissional para auxiliar com os cuidados com a casa, os filhos e consigo mesma!
Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o burnout como uma doença do trabalho, que afeta homens e mulheres, mas não igualmente. Uma pesquisa da consultoria EDC, que ouviu 365 profissionais, apontou que 24,64% das mulheres se sentem angustiadas e ansiosas com o volume de trabalho. Entre os homens, esse número chegou apenas a 15,96%. Na mesma pesquisa, o grupo de mulheres entre 35 e 44 anos foi o que mais identificou sintomas do burnout, com 29,27% das respondentes.
Você já deve ter ouvido falar do mito que diz que as mulheres podem manter a atenção em diversas tarefas ao mesmo tempo? Na verdade, a sobrecarga de atividades leva muitas mulheres a trocarem o foco de atenção rapidamente, passando a impressão de que conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Mas a verdade é que não conseguem.
O comportamento multitarefa deve ser eliminado porque, ao contrário, é muito prejudicial à produtividade da mulher em todas as áreas da vida dela. Em longo prazo, ainda pode levar à exaustão profunda e ao adoecimento, seja por burnout, síndrome de ansiedade ou depressão. Neste mês das mães, o convite é esse: repensar antigos padrões, investir em desenvolvimento humano, porque só assim todos sairão ganhando, mães, famílias, empresas e sociedade!

Danielle Ruiz é palestrante e coaching de alta performance, Master programação neurolinguística, Gestão de Equipes, A ciência do bem-estar pela Universidade de Yale.
 

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