EDC na mídia
O que a Copa do Mundo ensina às empresas sobre gestão, escalação de times e alta performance
Assim como técnicos precisam combinar talento, estratégia, regras e leitura de jogo, empresas enfrentam o desafio de formar equipes preparadas para entregar resultados em ambientes cada vez mais competitivos
Com o início da Copa do Mundo de 2026, os olhos do mundo se voltam para técnicos, seleções e atletas que disputam a maior edição da história do torneio. Porém, para chegar longe, não basta ter bons jogadores. É preciso saber convocar, escalar, treinar, ajustar rotas, respeitar regras e manter o time preparado para atuar sob pressão.
No ambiente corporativo, a lógica é semelhante. Empresas que desejam crescer, executar projetos estratégicos e manter a operação em alto nível também precisam formar equipes com as competências certas para cada desafio. A diferença é que, no mundo dos negócios, a “convocação” acontece diariamente, seja na contratação de profissionais, na definição de lideranças, na alocação de talentos, na terceirização de atividades e na preparação de equipes para responder a mudanças de mercado.
Para Daniel Campos Neto, CEO da EDC Group, consultoria de recrutamento e seleção com mais de 16 anos de expertise, a principal semelhança entre futebol e gestão está na capacidade de entender que o desempenho de um talento depende da função, do ambiente e da cultura em que ele está inserido.
“Quando uma empresa precisa contratar pessoas, ela precisa olhar para a entrega que cada profissional vai trazer para o time e para a capacidade dele de jogar junto. No futebol, o técnico não escala apenas pela fama do jogador, mas pela função que ele precisa cumprir em campo e pelo quanto ele se conecta ao estilo de jogo da equipe. Na empresa, é a mesma coisa. Cada área exige competências específicas, mas também exige aderência à cultura, colaboração e entendimento do contexto”, afirma.
Como montar o time certo para vencer
Segundo o executivo, um erro comum nas organizações é tratar a contratação apenas como preenchimento de vaga. Na prática, o processo deveria começar antes da busca pelo profissional, com uma análise clara sobre o que a empresa precisa resolver. Assim como um técnico desenha o esquema tático antes de definir quem entra em campo, líderes e áreas de Recursos Humanos precisam compreender quais lacunas existem na operação, quais competências são indispensáveis e qual perfil tem mais aderência ao momento do negócio.
Mas montar um bom time não se resume a encontrar profissionais tecnicamente qualificados. No futebol, uma seleção formada apenas por grandes nomes não garante desempenho se não houver complementaridade, disciplina tática, equilíbrio emocional e entendimento coletivo. Nas empresas, vale o mesmo para a relação entre hard skills, soft skills e fit cultural.
“A técnica é fundamental, mas não é tudo. Um profissional pode ter um currículo forte e, ainda assim, não ser a melhor escolha para determinada posição naquele momento. É preciso avaliar comportamento, capacidade de adaptação, maturidade, colaboração e entendimento do contexto. Alta performance depende de encaixe”, comenta Daniel.
Importância do acompanhamento
A comparação com a Copa também ajuda a explicar o papel do líder durante a partida, outro aspecto essencial da gestão. No futebol, o técnico observa o jogo, identifica falhas, conversa com o grupo no intervalo e faz ajustes para o segundo tempo. Nas empresas, esse momento se traduz em feedback, acompanhamento e plano de ação.
A importância desse acompanhamento contínuo é reforçada por dados recentes. De acordo com o relatório State of the Global Workplace 2025, da Gallup, equipes que recebem orientação frequente dos gestores e contam com expectativas claras de desempenho apresentam níveis significativamente mais altos de engajamento e produtividade. O estudo aponta ainda que gestores têm influência direta sobre cerca de 70% da variação do engajamento das equipes, evidenciando que liderança, comunicação e desenvolvimento constante são fatores decisivos para resultados sustentáveis.
“O feedback não deve ser encarado como punição. Ele precisa mostrar onde a performance não foi boa e indicar um caminho de melhoria. O acompanhamento constante permite ajustes rápidos e aumenta as chances de sucesso coletivo. Feedback sem plano de ação vira bronca”, explica o CEO.
Treino, estratégia e preparação fazem a diferença
Outro aprendizado importante vem da preparação. Para Daniel, empresas que desejam entregar melhor precisam investir em processos claros, treinamento interno e divisão objetiva de responsabilidades. Embora estruturar processos possa parecer uma etapa trabalhosa, é isso que permite que as equipes saibam como agir quando a operação está em andamento.
De acordo com o levantamento Global Human Capital Trends 2025, da Deloitte, organizações que combinam desenvolvimento de competências, clareza de papéis e alinhamento estratégico apresentam maior capacidade de execução e melhores resultados de negócio. A pesquisa reforça que equipes de alta performance não são formadas apenas por talentos individuais, mas por profissionais que entendem seus objetivos, recebem treinamento adequado e atuam dentro de estruturas bem definidas.
“Na hora do jogo, cada um precisa saber sua responsabilidade. No mundo corporativo, isso significa ter processos bem desenhados, lideranças alinhadas e equipes preparadas. Quando a empresa treina bem, organiza sua operação e define papéis com clareza, a entrega ao cliente tende a ser melhor”, conclui o CEO da EDC Group.