Visão do CEO

A agenda ESG e o real proposito dentro das empresas

Por EDC Group | Publicado em 16/06/2022
Whatsapp - Share
Share

Cada vez mais os dados ambientais, sociais e de governança – ESG estão sendo demandados. Muitos fundos de investimentos e o mercado de capitais, principalmente, têm dado mais atenção ao tema que passou a ser um ponto fundamental na tomada de decisões. Mas não se trata de algo simples.

As definições de ESG e as principais diferenças para o conceito de sustentabilidade, o olhar do mercado financeiro para a sustentabilidade, o papel das empresas na pauta ambiental, práticas de inovação social e a governança como base do ESG, são diretrizes que demandam estudo, mão de obra capacitada e uma imersão do que exige este segmento.

Mas o que o ESG muda na vida da empresa e dos colaboradores?

Para essa pergunta a resposta é simples e pronta: há uma melhora de produtos e serviços oferecidos pelas empresas. Além disso, os modelos de negócios mais preocupados com meio ambiente e com a sociedade podem ampliar o leque de oportunidades de negócios e empregos.

Já do ponto de vista da questão social, é muito importante que as empresas engajadas com o tema se atentem aos seguintes pontos:

·        Fazer um esforço e se comprometer a garantir pessoas diversas em sua estrutura. Ou seja, aumentar a participação de mulheres e outros gêneros, raças e idades, incluindo presença em cargos de gestão. O que pode representar oportunidades de emprego e de promoção de carreira;

·        Outro ponto importante é se comprometer a apoiar ou amparar os grupos sociais localizados nas áreas onde a empresa cause impactos ou esteja presente. Por exemplo, comunidades e bairros;

Do ponto de vista ambiental, as empresas precisam:

·        Assegurar medidas que reduzam efetivamente os impactos que causam ao meio ambiente, pela adoção de medidas preventivas e de controles. Nestes casos podem ser geradas oportunidades de negócios para prestadores de serviços e consultorias em temas ambientais ou de segurança do trabalho;

·        Vale também garantir compensações dos impactos inevitáveis que causem ao ambiente;

Do ponto de vista da governança, ou seja, de sua gestão, é preciso:

·        Assumir compromisso de tomar decisões baseadas no anseio de seus investidores, colaboradores e da sociedade no seu entorno;

·        Assegurar a participação diversa de gestores na sua administração, selecionando pessoas de todos os gêneros, raças e idades;

·        Garantir a tomada de decisões pautadas na ética, no interesse da empresa e do negócio, e não no interesse pessoal de administradores, dentre outros pontos;

Os exemplos citados acima são medidas que podem ser adotadas internamente dentro das empresas de diversos setores. Inclusive, estou ressaltando todos estes pontos agora, pois no mês de junho a EDC Group recebeu o certificado da ISO 14001.

Esta normal internacional especifica os requisitos de um sistema de gestão ambiental para que uma organização seja capaz de gerenciar os impactos ambientais imediatos e de longo prazo dos produtos, serviços e processos de uma organização. Dessa forma é possível garantir às partes interessadas que seu sistema de gerenciamento ambiental atende aos padrões específicos da indústria internacional.

Este certificado da ISO 14001 e toda a agenda ESG que já vem sendo aplicada, só reforça que quando a empresa pratica todas essas ações de forma constante ela educa de maneira prática os seus colaboradores e ainda reverbera para todos que a iniciativa é uma solução positiva tanto para o negócio como para a comunidade em geral. Além disso estamos trazendo à tona um propósito que contribui para a preservação do meio ambiente e a criação de uma sociedade mais inclusiva.

Mais recentes no blog EDC Group

EDC explica

O que é Literacia de dados no RH? Transforme People Analytics em Ação Estratégica

Toda área de RH hoje coleta dados.Os números estão nas planilhas, nos sistemas e, muitas vezes, em dashboards bonitos. O problema é que ter dados não é o mesmo que usar esses dados. Existe um abismo real entre coletar uma métrica e conseguir interpretá-la de forma a embasar uma decisão de negócio.
Neste artigo será refletido esse abismo que a literacia de dados no RH se propõe a fechar: a capacidade de ler um número, entender o que ele diz sobre a organização e transformar essa leitura em ação estratégica.

O que é literacia de dados no RH

Literacia de dados não significa virar analista ou dominar estatística avançada. Significa desenvolver a capacidade de fazer as perguntas certas diante de um número: por que esse índice subiu? Ele está relacionado a outro fator? O que ele representa para o negócio, e não apenas para o RH. Times de RH com literacia de dados param de tratar métricas como relatórios de prestação de contas e passam a tratá-las como pontos de partida para investigação e até  mudanças necessárias.

Do dado à hipótese: como interpretar métricas

Um número isolado raramente conta a história completa. Um aumento no turnover, por exemplo, pode ter várias origens: liderança, remuneração, carga de trabalho, falta de perspectiva de crescimento. O passo seguinte à coleta é a formulação de hipóteses testáveis. Em vez de apresentar "o turnover subiu 8% no trimestre", a pergunta estratégica é: "essa alta está concentrada em qual área, qual liderança, qual faixa de tempo de casa?" Cruzar turnover com eNPS e absenteísmo, por área e por gestor, costuma revelar padrões que uma métrica sozinha é difícil de ser compreensiva de primeira vista.

Construindo dashboards operacionais que fazem sentido

Um dashboard eficiente não é aquele com mais gráficos ou aparentemente bonito, mas aquele que responde às perguntas corretas com rapidez. Vale seguir três princípios simples: 

  •  Definir poucos indicadores-chave por painel  sempre ligados a uma decisão possível;
  • Segmentar os dados por área, liderança e senioridade, para permitir comparações; 
  • Manter a atualização periódica, para que o painel reflita a realidade operacional, não um retrato antigo. 


Dashboards operacionais bem construídos servem ao gestor de RH no dia a dia, permitindo agir antes que um problema se torne crise.

Apresentando relatórios com impacto no board executivo

O board não quer ver todos os números que o RH acompanha, quer entender o que esses números significam para o negócio. Isso exige tradução: transformar taxa de absenteísmo em impacto sobre produtividade e custo operacional, transformar eNPS em risco de retenção de talentos-chave, transformar turnover em custo de reposição. Relatórios com impacto seguem uma estrutura simples: contexto do problema, dado que sustenta a hipótese, recomendação de ação e resultado esperado. Com menos slides e mais clareza.

Na EDC Group, entendemos que essas práticas deixaram de ser um diferencial e passaram a ser parte essencial da atuação estratégica do RH. Acreditamos que investir em literacia de dados é o caminho para que a área conquiste um lugar mais relevante nas discussões de negócio, com relatórios que geram decisões, não apenas registros. É uma mudança de mentalidade que para qualquer instituição pode fazer toda a diferença.
 

Acessar notícia
Seta para a direita
Acontece na EDC

O Elo Que Sustenta a Operação: Como o RH Pode Fortalecer o Middle Management

Gestores de primeira linha e gerentes médios ocupam uma posição pouco confortável dentro das organizações. Eles respondem por resultados definidos lá em cima, mas também precisam sustentar as situações do dia a dia das equipes lá embaixo. São eles que traduzem metas em rotina, de trabalho na prática e que absorvem o impacto de cada nova ferramenta tecnológica implementada na empresa. Esse papel de "tradutor" entre estratégia e operação exige energia constante e, quando não recebe apoio estruturado, justamente essa camada que mais adoece silenciosamente.
Neste artigo será abordado como o cuidado do RH para o middle management (gestão intermediária) merece sua devida relevância e ser vista como uma decisão estratégica.

A pressão por metas sem suporte resulta em desgaste

Cobrar resultados é parte natural da gestão. O problema surge quando a cobrança chega sem contexto, sem recursos e sem espaço para diálogo. Gerentes médios costumam repassar metas que não ajudaram a construir, o que os coloca em uma posição frágil diante das próprias equipes. O RH pode reduzir esse desgaste com a criação de momentos regulares de alinhamento semanais entre liderança sênior e média, onde metas sejam discutidas, não apenas anunciadas.

Modelos híbridos exigem regras claras, não improviso

A gestão de equipes híbridas ou presenciais recai quase sempre sobre o gestor direto, que precisa equilibrar produtividade, presença e bem-estar sem diretrizes muito específicas. Isso resulta em decisões não esclarecidas e desgaste com as equipes. Nesta situação é preciso que a equipe de RH ofereça políticas claras de trabalho híbrido, com critérios objetivos, para que o gestor aplique regras da empresa, e não regras propriamente estabelecidas, criadas na tentativa de resolver problemas sozinho.

Novas ferramentas tecnológicas pedem capacitação, não apenas acesso

Quando uma nova tecnologia é implementada, o gestor médio costuma ser o primeiro a precisar dominá-la e, ao mesmo tempo, ensinar sua equipe a usá-la. Sem o devido treinamento, essa dupla função do gestor vira fonte extra de ansiedade. Programas de capacitação bem estruturados e adequados ao tempo que a pessoa pode dedicar á isso, auxilia o gestor e o faz se sentir preparado antes de precisar preparar os outros.

Multiplicadores de cultura precisam ser cuidados primeiro

Gestores médios são, na prática, os maiores disseminadores da cultura organizacional, é por meio deles que os valores da empresa chegam (ou não) até o time. Para que cumpram esse papel de forma saudável e constante, o investimento em rodas de escuta, mentorias entre pares e canais diretos de suporte emocional e profissional é essencial. Um gestor que se sente amparado tem muito mais condições de amparar sua equipe.
Investir no middle management é investir na espinha dorsal da operação. Na EDC Group, entendemos que essas táticas de suporte claro em metas, políticas bem definidas, capacitação tecnológica real e cuidado ativo com quem multiplica a cultura da empresa, fazem diferença concreta na saúde organizacional. Tendo a realização de alinhamentos semanais da gestão com a liderança é possível compreender o quão importante é cuidar de quem sustenta, todos os dias, a ponte entre estratégia e resultado.
 

Acessar notícia
Seta para a direita

Usamos cookies para personalizar o conteúdo, acompanhar anúncios e oferecer uma experiência de navegação mais segura a você. Ao continuar navegando em nosso site você concorda com o uso dessas informações. Leia nossa Política de Privacidade e saiba mais.