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Pensando em conseguir um emprego em 2024? Confira 7 dicas para aproveitar o melhor período para recolocação profissional

Por EDC Group | Publicado em 21/12/2023
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À medida que nos aproximamos do início de um novo ano, muitos profissionais encontram-se imersos na busca por novas oportunidades de emprego e desafios profissionais. É fato que a jornada da recolocação pode ser desafiadora, entretanto, existem práticas e estratégias que podem auxiliar nesse processo.

Antes de partirmos para as dicas, é importante entender o motivo pelo qual o final e começo de ano são excelentes momentos para buscar novas vagas. No Brasil, o ano fiscal segue o ano-calendário, ou seja, o exercício começa obrigatoriamente em 1º de janeiro e se encerra em 31 de dezembro. Com a finalização desse período, as empresas começam o planejamento orçamentário para o próximo ano, incluindo novas contratações, projetos e promoções, por exemplo.

Além disso, o primeiro trimestre do ano é o período com maior taxa de abertura de vagas e contratações no mercado de trabalho e, tende a ser a melhor época do ano para conseguir um novo emprego. Diante desse período propício para alçar novos voos profissionais, enquanto especialista em recrutamento e seleção, separei algumas orientações práticas e estratégias eficazes que podem te auxiliar nesse processo.

1. Atualize seu currículo e perfis online

O primeiro passo para se destacar é garantir que seu currículo esteja atualizado e otimizado para os sistemas de rastreamento de candidatos. Insira no seu currículo e nas descrições do LinkedIn palavras-chave relacionadas a área profissional de interesse. Isso auxilia no ranqueamento e sugestão do seu perfil nos mecanismos de busca utilizados pelos recrutadores. Além disso, mantenha seus perfis em redes profissionais online, como o LinkedIn, atualizados com suas experiências mais recentes, habilidades e recomendações. Afinal, não adianta ter o seu perfil desatualizado sendo recomendado.

2. Aproveite as redes de contatos

O networking é uma ferramenta poderosa na busca por oportunidades de emprego. Participe de eventos da indústria, conferências e workshops para expandir sua rede de contatos. Não subestime o poder de conexões pessoais – muitas vagas são preenchidas por meio de recomendações.

3. Invista em desenvolvimento profissional

Aprimorar suas habilidades e conhecimentos é crucial. Considere participar de cursos, workshops ou certificações relevantes para sua área de atuação. Essa abordagem não apenas aprimora suas competências, mas também demonstra seu comprometimento com o crescimento profissional.

4. Seja proativo na pesquisa por vagas

Em dezembro e janeiro, observamos um aumento significativo na abertura de novas vagas. Muitas empresas iniciam o ano com orçamentos renovados e planos estratégicos, resultando em oportunidades para novas contratações. Esteja atento a sites de empregos, na aba de carreiras e redes sociais das empresas de interesse.

5. Destaque suas conquistas e resultados

Ao se candidatar a uma vaga, certifique-se de destacar suas conquistas e resultados anteriores. Empregadores buscam profissionais que possam agregar valor à organização, e demonstrar suas realizações passadas é uma maneira eficaz de se destacar.

Para os que ainda estão iniciando uma carreira profissional e não contam com muitas experiências no currículo, lembre-se que hobbies e interesses também podem ser diferenciais expressivos para um primeiro emprego. Trabalho voluntário, talentos musicais, participação em grupos de afinidade como os de leitura, práticas esportivas e diversos outros traços ligados à sua personalidade podem tornar o seu perfil mais interessante para o recrutador.

6. Mantenha uma atitude positiva

A busca por emprego pode ser desafiadora, mas manter uma atitude positiva é fundamental. Esteja preparado para enfrentar rejeições e, sobretudo, aprenda com cada experiência. A resiliência é uma qualidade valorizada pelos empregadores.

7. Continue se aprimorando

Continuar investindo em aprimoramento profissional é considerando um dos principais diferenciais para os recrutadores. Ao contrário do que muitos acreditam, cursos rápidos e gratuitos sobre temas específicos podem trazer ainda mais corpo para um currículo e, além disso, demonstram um alto grau de interesse e engajamento do candidato pela área profissional desejada. Outra dica, é investir em treinamentos gratuitos sobre soft skills. Para além das habilidades técnicas, as habilidades relacionais também são muito valorizadas no período de seleção.

Com um maior número de vagas no mercado para a maioria das áreas, estar preparado para aproveitar esse período sazonal é crucial. Embora o processo de recolocação e migração de emprego sejam desafiadores, com organização e disciplina é possível construir um perfil interessante para os recrutadores e garantir a tão desejada vaga. Boa sorte nessa jornada!

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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