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Qualidade de vida é o principal fator de desempate entre vagas para 29% dos profissionais, aponta EDC Group

Pesquisa mostra que 69% buscam emprego estável e de longo prazo, enquanto flexibilidade de horário é desejada por 54% e oferecida por apenas 32% das empresas

Por EDC Group | Publicado em 02/04/2026
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São Paulo, abril de 2026: Em um mercado em que salário já não resolve tudo sozinho, a qualidade de vida passou a ter peso decisivo na escolha de uma empresa. É o que mostra a pesquisa da EDC Group, multinacional focada em consultoria e outsourcing de RH: ao comparar duas ofertas com o mesmo salário, 29% dos profissionais apontam qualidade de vida como principal critério de decisão, à frente de plano de carreira (16,8%) e trabalho 100% remoto (14,5%). No outro extremo, bônus aparece como o fator menos relevante nesse desempate, com 2,9%.

O dado conversa com outro resultado do levantamento: quando pensam no futuro profissional, 69% dizem buscar um emprego estável, com plano de carreira e vínculo de longo prazo. E, quando a pergunta sai do campo idealizado e entra no que “faz sentido” na prática, 54,2% afirmam preferir construir carreira em uma empresa, mesmo que isso exija mais tempo e dedicação. O recado é claro: o profissional continua valorizando estabilidade, mas quer que ela venha acompanhada de rotina sustentável e perspectiva concreta de crescimento.

Confira aqui a matéria completa da rhevistarh.com.br

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Desengajamento no trabalho gera perdas de R$ 2,3 trilhões

A falta de engajamento dos trabalhadores já custa caro às empresas e à economia global. Segundo o relatório State of the Global Workplace, da Gallup, o desinteresse dos funcionários no ambiente de trabalho gerou perdas de US$ 438 bilhões no mundo, o equivalente a cerca de R$ 2,3 trilhões na cotação atual.

No mesmo levantamento, a taxa global de engajamento caiu de 23% para 21%, acendendo um alerta para os impactos sobre produtividade, rotatividade e ausências no trabalho.

Engajamento no mercado de trabalho brasileiro

O relatório People at Work 2025, da ADP Research, destaca o Brasil como o terceiro país do ranking de trabalhadores mais engajados, com uma média de 27%.

A taxa de engajamento é maior entre os homens (32%) do que entre as mulheres (22%), conforme aponta o levantamento.

Apesar de estarem acima da média global indicada pela Gallup, os índices nacionais ainda não representam uma conexão fora da curva com o trabalho no mercado interno.

Esse cenário gera comportamentos que, muitas vezes, são invisíveis para o RH, como o desejo de mudar de empresa, a pesquisa por novas vagas e até a participação em entrevistas, mesmo estando empregado.

A falta de engajamento também está associada a outra conduta que se popularizou graças à internet: o quiet quitting, ou, em português, demissão silenciosa.

Em vez de uma conexão total com o trabalho, os colaboradores passam a fazer apenas o necessário. Os principais motivos são a preservação do bem-estar e da vida pessoal, além da tentativa de evitar o burnout.

Mulheres são as mais sobrecarregadas

Segundo dados do EDC Group para a Forbes, 12% da força de trabalho brasileira adota o quiet quitting, especialmente entre profissionais da Geração Z. A pesquisa também destaca a tendência à sobrecarga no mercado brasileiro, caracterizada por jornadas de trabalho exaustivas, muitas vezes sem remuneração adequada.

Dos 19,51% que afirmaram se sentir angustiados, desmotivados e sobrecarregados em suas posições, o grupo mais impactado é o das mulheres entre 25 e 34 anos.

Esse contexto nacional ilustra o quanto é essencial equilibrar as relações de trabalho e oferecer condições adequadas para que o colaborador se engaje de forma espontânea.

Fatores que contribuem para a falta de engajamento

As causas da falta de engajamento variam de empresa para empresa. Embora muitas organizações resistam a investigar esses fatores, não há outro caminho senão identificar os erros atuais na gestão de pessoas.

Uma pesquisa do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) apontou como principais causas de insatisfação no trabalho:

  • salários baixos ou benefícios insuficientes (59,3%);
  • falta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional (48,1%);
  • ausência de ações de reconhecimento ou valorização pelo trabalho realizado (48,1%);
  • liderança ou gestão inadequada (44,4%);
  • ambiente de trabalho tóxico/relações difíceis com colegas (14,8%).

    Diante desse cenário, 80% dos entrevistados partem em busca de novas oportunidades no mercado, principalmente os profissionais mais jovens, entre 20 e 30 anos.

Esse movimento soa como um alerta para as empresas, já que o turnover em massa gera um impacto financeiro elevado, além do custo imensurável da perda de talentos estratégicos.

Gestores e profissionais de RH, especialmente, enfrentam um grande desafio: integrar os colaboradores e compreender o que é essencial para cada indivíduo.

Funcionários engajados produzem melhores resultados de negócios e geram um impacto mensurável no desempenho e no clima organizacional, fatores estratégicos para o sucesso de qualquer empresa.

Estratégias para aumentar o engajamento dos funcionários

Reverter um cenário de baixo engajamento exige estratégia e conhecimento sobre os fatores que geram insatisfação. Entre as principais ações, destacam-se:

Oferecer salário emocional

A remuneração financeira justa é indispensável, mas os profissionais também valorizam benefícios intangíveis, como day off, programas de saúde mental, home office e regras de vestuário mais flexíveis.

Além da remuneração, a oferta de benefícios que complementam o pagamento já têm comprovado a maior eficiência das equipes de trabalho. No entanto, é preciso atenção aos procedimentos para a sua implementação. No blog da Ticket, por exemplo, é possível ver as regras para o vale-refeição, um dos preferidos entre os benefícios ao trabalhador.

Treinar e capacitar as lideranças

As habilidades de gestão e o comportamento dos líderes impactam diretamente o bem-estar das equipes. Por isso, é fundamental investir em treinamentos que ajudem os gestores a exercer uma liderança alinhada à cultura organizacional.

Incentivar o bem-estar físico e emocional

A longo prazo, uma cultura de pressão excessiva por resultados compromete a saúde física e mental dos colaboradores. Para equilibrar essas demandas, o RH pode oferecer iniciativas como incentivo à terapia, prática de atividades físicas e pausas adequadas.

Papel dos benefícios corporativos no engajamento e satisfação

O engajamento no trabalho se fortalece quando o colaborador se sente reconhecido e valorizado pela empresa.

Uma das estratégias que contribuem para esse resultado é o investimento em um pacote de benefícios corporativos que atenda às necessidades reais da equipe no dia a dia.

Desde soluções de alimentação até suporte para o trabalho remoto e opções que facilitem a mobilidade, o programa pode englobar diversos tipos de auxílio.

O sucesso dessa estratégia depende da escuta ativa do RH, que, em vez de apresentar um formato pronto, abre espaço para que os colaboradores opinem sobre onde a empresa deve investir.

Essa participação gera um sentimento de inclusão que contribui para aumentar o engajamento e a satisfação dos profissionais, não apenas com o trabalho, mas também com os valores da organização.

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Café com RH de Fevereiro

Nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, o Café com RH reuniu profissionais, líderes e entusiastas da gestão de pessoas em três instituições de referência: INATEL, SENAC e SESI.
À frente de cada encontro, o palestrante convidado Daniel M. Campos Neto conduziu sessões que marcaram todos os presentes pela profundidade, atualidade e capacidade de gerar reflexão genuína.

No INATEL, no dia 25, Daniel trouxe o tema "IA e Gestão de RH", explorando como a Inteligência Artificial está transformando processos de recrutamento, avaliação de desempenho e engajamento de equipes. A palestra mostrou, de forma prática, como equilibrar a eficiência da tecnologia com o essencial toque humano e saiu de lá com aplausos unânimes.

Já no dia 24, Daniel esteve em dois palcos diferentes. No SENAC, apresentou "SBO - Além dos Cargos", desafiando o público a repensar estruturas hierárquicas tradicionais e descobrir modelos organizacionais mais ágeis, colaborativos e com maior senso de propósito. No SESI, encerrou o dia com "Liderança Conectora e Trabalho Assíncrono", abordando as competências indispensáveis para liderar equipes remotas e híbridas com confiança, comunicação e resultado.

Três dias, três ambientes, três temas diferentes e uma constante: a qualidade e o impacto das falas de Daniel M. Campos Neto, elogiado por todos os participantes em cada um dos eventos.

O Café com RH seguiu cumprindo seu propósito: ser um espaço de troca, aprendizado e conexão. Obrigado a todos que participaram, às instituições que abriram suas portas e, especialmente, ao Daniel pela generosidade e excelência com que compartilhou seu conhecimento. 

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